A PRÁTICA DE DESPORTO E A ALIMENTAÇÃO, NA PREVENÇÃO DO CANCRO DA MAMA

A PRÁTICA DE DESPORTO E A ALIMENTAÇÃO, NA PREVENÇÃO DO CANCRO DA MAMA

O IMPORTANTE É MANTER-SE ATIVA

 

A prática de atividade física ajuda a prevenir tanto o cancro como a reincidência da doença, e principalmente, ajuda os doentes a gerirem melhor todo o processo por que passam quando têm esta doença, que todos os anos causa a morte a mais de 20 mil doentes em Portugal.

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Prevenção Contra o Cancro da Mama e a prevenção, ser ativa e optar por um estido de vida mais saudável, são as palavras que assinalam o dia.

Todos os anos surgem, em Portugal, cerca de 5000 novos casos de cancro da mama e a incidência continua a aumentar. Apesar de algumas causas ainda serem desconhecidas, o cancro da mama tem alguns fatores de risco associados, pelo que a aposta na prevenção é fundamental. Alguns dos fatores de risco são: idade acima dos 60 anos, primeira gravidez depois dos trinta anos,  maior ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo, obesidade, história familiar de cancro da mama e alterações genéticas.

Sob a orientação da equipa de saúde que a segue, a mulher deverá incluir, ou manter, a prática de exercício físico, porque contribui para a redução da fadiga, contraria o aumento de peso e aumenta a tolerância ao tratamento, ajudando na recuperação do sistema imunitário.

Claro que a atividade física terá de ser adaptada a cada situação e não deverão ocorrer situações excessivas, daí que seja importante o aconselhamento de uma equipa multidisciplinar.

“Existem estudos que demonstram que pessoas fisicamente ativas têm taxas mais baixas de incidência de cancro, nomeadamente o da mama.”, sublinhou Pedro Teixeira, Diretor do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, em entrevista à Agência Lusa.

O importante é que a pessoa encontre a atividade física que faz mais sentido para si e se mantenha ativa. Existem vários tipos de desporto e atividades, basta encontrar aquela com que melhor se identifica. Pode simplesmente correr, caminhar, subir escadas ou andar de bicicleta. São pequenos passos que fazem toda a diferença.

A promoção de um estilo de vida saudável, baseado na prática regular de exercício físico é fundamental e com benefícios amplamente reconhecidos. Juntando à diminuição do risco de inúmeros carcinomas, torna-se uma medida preventiva a longo prazo, que deve ser fomentada por qualquer profissional de saúde.

 

A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO EM DOENTES COM CANCRO DA MAMA

A dieta pode influenciar o risco de cancro da mama? A questão é polémica e já foi colocada por muitos médicos e especialistas. Com base em vários estudos é credível que o tipo de alimentação esteja de alguma forma relacionado com o risco de cancro da mama. 

Através de dados recolhidos em várias observações, admite-se que as dietas hipercalóricas, ricas em gorduras saturadas, açúcares, produtos industrializados e agentes de conservação, aumentam o risco de cancro da mama.

Alimentos ricos em gorduras insaturadas (azeite e óleo de soja e girassol) têm menos efeitos arterioscleróticos ou seja, depósito de gordura nas artérias. Com base em estudos disponíveis relativamente ao cancro da mama,é aconselhável manter uma alimentação mais rica em gorduras saudáveis insaturadas (mono e polinsaturadas), com o aumento do consumo de azeite, de soja e de outras fontes das mesmas, nozes e óleos vegetais, ricos em ácidos gordos ómega 6, de peixes gordos, ricos em ácidos gordos ómega 3, em vez de carnes, laticínios e alimentos processados.

Quanto aos laticínios, admite-se que fundamentalmente o queijo e o leite gordos estejam associados a um aumento do risco de cancro da mama. Também o consumo elevado de álcool está associado a aumento do risco de neoplasia da mama. 

Os fitoestrogéneos, produtos que contêm estrogéneos em plantas, como a soja, os cereais, como o trigo, o arroz integral, a cevada, a aveia integral, a cenoura, a cebola, o milho, o feijão, a ervilha, vários frutos, como as cerejas, as maçãs, entre outros. Podem estar relacionados com a redução do risco de cancro da mama, no entanto ainda nada está cientificamente provado. A forma de se assegurar a presença de fitoestrogéneos na dieta é tendo uma alimentação rica em fruta e vegetais.

 

COMO DEVE SER UM DIETA SAUDÁVEL?

  • - Pobre em calorias.
  • - Pobre em sal.
  • - Deve dar preferência aos cozidos e grelhados.

 

3 HÁBITOS ALIMENTARES QUE AJUDAM A PREVENIR O CANCRO DA MAMA

          1. Reduzir ou eliminar gorduras animais saturadas (carnes vermelhas, manteiga, natas, queijos gordos e banha), açúcares e            derivados (bolos, bebidas açucaradas, goma, entre outros) e bebidas alcoólicas;

 

2. Aumentar o consumo de fibras através de legumes e de fruta, aumentar o consumo de peixes ricos ácidos gordos ómega 3, como salmão, sardinha, atum, cavala, etc. Aumentar o consumo de alimentos antioxidantes, que se encontram nos nos frutos vermelhos, nos vegetais de cor escura como as couves, os espinafres, os brócolos e as cenouras, nos frutos de cor laranja. Aumentar o consume de minerais como o selénio, que se encontra nos legumes como a cebola e o alho fresco. E consumir fitoquímicos que se encontram no tomate, couves, chá verde, azeite virgem, cacau, limão e uvas, entre outros.

 

3. Beber bastante água, cerca de 1,5L a 2L por dia.

 

 

Durante os tratamentos de quimioterapia, e tendo em conta os efeitos secundários resultantes, a mulher deve procurar manter uma alimentação equilibrada, adaptada a alguns desses efeitos secundários, que lhe permita manter a sua qualidade de vida, sem pecar por excesso, nem por defeito .

Uma alimentação equilibrada, para manter um peso adequado, e a prática de atividade física, para evitar o aumento da massa gorda, são dois grandes aliados no combate e prevenção ao cancro da mama.

 

 

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